Juliana de Aquino

Primeira Vez

Juliana de Aquino
Nem sempre as coisas são velhas
Nem sempre as coisas chegam a tempo
Ou passam antes do tempo
Quase sempre, tudo pode ser
Primeira vez
E, dessa vez, eu quero saber
Até onde vai o tempo
Vou escrever o começo
Vou passar do meio
Vou até o fim
Quero a geografia de tudo
Quero ganhar o mundo
Quero a luz acesa
E o escuro do sono
Pra acordar iluminada
Na primeira vez
Quero outra vez
Quero sempre a forma
Da primeira vez
Primeiro, eu sou a vez
Depois, primeira vez