Thiago Arancam

Música da Escuridão

Thiago Arancam
Cai a noite, abre o pensamento
Vem no escuro
Forte o sentimento
Todos os sentidos entregam-se rendidos
Calma, doce, noite vem descendo
Sente, ouve, como vai crescendo
Vira o rosto em paz, deixa o Sol ficar atrás
Vira as costas para a fria luz e então
A música virá da escuridão

E de olhos fechados deixa entrar o som
Faz de conta que a vida não valeu
Deixa a alma subir até o céu
E terás muito além do que era teu
Calma, lenta, a canção te invade
Chega, entra, já não tens vontade
Abre os teus umbrais, e as secretas espirais
Fantasias transbordando o coração
Com a música que vem da escuridão

Deixa o som te levar a um mundo novo e teu
Onde nada é igual ao que passou
Deixa a alma inventar esse jardim
Onde então pertencerás a mim
Leve, solta, estás embriagada
Toca, sente, eis a nova estrada
Deixa-te levar pela sombra em teu olhar
Ao poder da minha cálida canção
A música que vem da escuridão
Tu serás a minha inspiração
Música que vem da escuridão