Underground CIA

Entre a Lágrima e o Sorriso

Underground CIA
E aí mano, como que tá?
Não pode abalar, a resistência não pode cair.
Se a gente parar pra chorar, imagina quantos falsos
vão sorrir?
Elogiar a ilusão.
Querem clariar a vida
Querem nos ver na escuridão.
Se for para sofrer, que seja em movimento.
Porque tudo se transforma, até o sofrimento.
Aham, boto fé canão.
Tudo vira experiência, até o sofrimento.
Se pro sorriso do falso existir.
Um sorriso verdadeiro tivesse que sumir.
Rosa seria espinho, dia seria noite, chorar seria
sorrir.
Afinal a resistência tem como papel resistir.
O que difere a gente deles, é o não desistir.

Os verdadeiros eu sei quem são:
Meus iguais, pelos quais, tenho profundo respeito,
lealdade, amizade.
Quer ser por inteiro, acaba não sendo metade.
Mesmo a conversinha desse verme, tô legal.
Fala que: ?É nois, estamos junto? coisa e tal.
Fala que é desde o inicio, eu quero ver até o final.
Não é em todo sorriso que a felicidade existe.
Vários rindo por fora, enquanto a alma tá triste.
Vi a alegria usada como disfarce.
O que você sente, só você sabe.
A cada sorriso que morre, é uma lágrima que nasce.
Imagina se a mensagem chegasse.
Se o tempo parasse.
Se a guerra acabasse.
Se tudo mudasse.
Já pensou? É verdade.
O ?se? ainda não existe, é só uma probabilidade.
Que talvez, nunca venha acontecer.
E certo será se páh.
Trago a garantia que o Underground vai tentar.
Se der tudo errado, aquilo que estou esperando.
Vocês vão ter a certeza, que a gente tava tentando.
Nunca entregamos, se tudo estiver perdido, a gente
continua lutando.

Ai eu penso a onde a gente quer chegar.
Se a gente não se unir para lutar.
Não tinha motivo para o sonho continuar.
Parado, observando, apreciando o luar.
Pensando: ?Hoje eu faço? ontem eu nem ia imaginar.
Se alguém parar, ouvir, tentar compreender
De repente vai entender.
A gente ama o que faz, e faz isso por você.
Não sou experiênte, alguns anos comecei.
Não sei muito de nada, mas passo o pouco que eu sei.
O que para uns é nada, pro outro pode ser tudo.
Na moda eu vejo os Rap fútil, sem conteúdo.
Que quer ser RapStar, PopStar, na revista.
Conhecido nas rádio, na TV, dando entrevista.
Outdoor, sessão de foto, os flash te deixa cego.
Trocou os objetivos pela imagem, pelo ego.

Anos na caminhada, eu sei que é foda divulgar.
O mapa à mais tempo, no corre, pra comprovar.
Mensagem é passado, em qualquer hora, em qualquer
lugar.
Até no meio da praça, ponto as caixas pra cantar.
Viajando parado, vendo meu tempo passar.
Rima vai, rima foi, consegui me encontrar.

Rima de qualidade, tá difícil de entender.
Num conhecia o Rap? Você acabou de conhecer.

Levo a ideia à onde for, não deixo ela me levar.
Vi nego viajar na ideia, e nunca mais voltar.

E quem permanece, junto é o seguinte.
Lobo, silvinho, marcelinho, felipe.

A ambição universal do homem é sempre o egoísmo.
Viver colhendo o que nunca plantou desde o inicio.
Não existe o crime perfeito, mas vi vários sem
castigo.
Quem semeia vento, colhe tempestade, é isso.
Melhor proteção: longe do alcance, e do perigo.
O ideal é na ausência do corpo, fundamental é a
presença do espírito.

Na identidade do meu pensamento, identifico o
objetivo.
São nos pequenos detalhes, que se conhece um grande
amigo.
difícil ficar de pé, depois que as lágrimas caíram.
Mas para quem faltou o amor, sobrou o ódio no psico.
A maior ausência que hoje sinto, é a falta da sua
presença aqui comigo.
Já tinha até me perdoado, por ser meu proprio
inimigo.

Minha cobrança interior, mostrou que o ódio é psico.
Te faz morrer por dentro, só que enquanto ainda está
vivo.
Diabo fala no ouvido, segredo é um artifício.
A solução mais fácil, pros problemas mais difícil.
Entre a lágrima e o sorriso, pacífico, agressivo.
Distino imprevisível.
Feito um franco atirador, posicionado no edifício.
Mas só de olhar nos ?zóI?, vejo a alma do inimigo.
Sempre quer me dar a flor, mas nunca me mostra os
espinhos.
A cada rima que nasce, escrevo os versos sentindo.
A emoção que o rap passa, vendo os moleque me
ouvindo.
No interior de mim mesmo a resposta do meu caminho.
Um pouco de mim que eu me esqueço, é o preço de viver
sozinho.
Eu vejo a noite que passa e deixa a tristeza comigo.
Dos lugares que eu nunca fui onde eu poderia ter ido.
Parte de mim que se foi por um tempo, deixou ferido.
No coração incompreendido, de outro poeta bandido.
Já à procura de mim mesmo, ainda me encontro perdido.
Esquecido no labirinto, onde a vida perdeu sentido.
Deixei pra tras no passado, hoje eu não trago comigo.
Guardei no olhar toda a tristeza, que eu carrego no
espírito.
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido.
Tinha tudo para não ser nada, nesse universo
esquecido.
Sendo apenas a sombra, do que eu poderia ter sido.
Vagando por velhos caminhos, à procura do
desconhecido.
Outra mente obscura, à procura de enteder a razão do
destino.
A verdadeira função do homem, viver, e não apenas
existir.
Na identidade do meu pensamento, identifico o
objetivo.
É claro que o enigma, é algo obscuro do fundo do
abismo.
O anjo da sombra que vaga sozinho, caminha discalço
ferido no espinho.
Entra almas e varios olhares perdidos, jamais
encontrado o tempo esquecido.
A flor sem perfume, as estrela sem brilho.
Não há solidão mais triste, do que de um homem que não
tem amigos.
Tristeza se mistura, até junto com a revolta.
Pode acreditar, underground tá de volta.
Eu voltei, agora pra ficar.
Porque aqui, aqui é meu lugar.
Eu voltei, pras coisas que eu deixei.
Eu voltei.