Eu Sou Um Caipira

Yago e Santhiago

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Como é grande a falta que me faz
O som da viola, isso é bom demais
Como é grande a falta do sertão
Do burro marchador pisando no estradão
É difícil de acostumar
Um caboclo sertanejo aqui na cidade
O jeito agora é se adaptar
Ter como companheira a infelicidade

Um jeito simples de levar a vida
E sem correria sem se preocupar
A tardezinha ver o canarinho
Construir seu ninho ouvi-lo cantar
A noite é uma grande alegria
Fazer cantoria nas noites de luar
E a esposa esperava dengosa
Toda carinhosa para descansar

De manhã cedo caminhar na estrada
Olhando o orvalho em meia a plantação
E o cavalo já esta encilhado
Pra vender o leite faturar o pão
Mas esse sonho hoje é passado
Eu fiz tudo errado quando eu vim embora
Com a fantasia de vencer na vida
Perdi a alegria, joguei tudo fora

Uma coisa que eu aprendi
A gente tem raiz e tem que preservar
E na cidade a vida não é fácil
A coisa e diferente pode acreditar
E a saudade hoje me devora
Viola consola essa agonia
Pois nunca mais eu deixo o mundo
E digo com orgulho que eu sou um caipira.